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sábado, 26 de abril de 2014

Inteligência, aleitamento materno e lipídeos.

É antigo o debate sobre o papel das influências genéticas e ambientais na inteligência humana. A maioria das pessoas concorda que habilidades cognitivas dependem tanto dos genes que herdamos de nossos ancestrais quanto de estímulos certos aplicados na hora certa. Mas isso ainda é pouco para os cientistas, ávidos por quantificar a contribuição relativa destes fatores e compreender melhor por que somos tão diferentes dos demais primatas. 

Estudo publicado no PNAS por pesquisadores do Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia mostrou como a genética pode modular a relação entre aleitamento materno (uma influência ambiental) e quociente de inteligência (QI). Há tempos se sabe que crianças amamentadas no peito costumam obter, QI superior ao das que não tiveram a mesma oportunidade. Por trás desta correlação estão alguns lipídeos, que só existem no leite materno humano e com papel fundamental no desenvolvimento do sistema nervoso. O que os cientistas fizeram foi detectar variações de um determinado gene, o FADS2, essencial para o controle das vias metabólicas daqueles lipídeos, e observar como estas crianças, amamentadas ou não, se desenvolviam do ponto de vista cognitivo.

Foram analisadas duas amostras populacionais, uma da Nova Zelândia e outra, do Reino Unido. Do ponto de vista genético, os indivíduos foram divididos em três grupos: sem a variação no gene FADS2 (CC), heterozigoto para esta variação (GC) e homozigoto (GG). As amostras foram balanceadas para eliminar a influência de outros fatores, como nível socioeconômico, idade gestacional, peso no nascimento, entre outros. O QI das crianças foi avaliado aos 7, 9, 11 e 13 anos.

Os resultados confirmaram a relação entre aleitamento materno e QI mais elevado, exceto no grupo GG. Em outras palavras, para quem é homozigoto para a variação do gene FADS2, tanto faz ser amamentado ou não, em termos de QI. Isto sugere que, para nossos ancestrais humanos, dos tempos em que não havia mamadeira, tal perfil genético deve ter influenciado as diferenças individuais de inteligência. Segundo os pesquisadores, estes dados também são úteis para os estudos de genômica comportamental. Além disso, ajudam a esclarecer que muitas questões da biologia não podem ser reduzidas à dicotomia genética-ambiente; a interação entre estes fatores é bem mais complexa do que imaginamos.

FONTE: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/inteligencia_aleitamento_materno_e_lipideos.html

STHEFANNY DE MELO RIOS

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Você anda entrando muito no chuveiro? Saiba se isso é bom ou ruim!

Ninguém duvida que o banho relaxa, especialmente depois de um dia estressante de trabalho. E estudos já comprovaram isso. Mas a ciência também mostrou que banho demais não faz nada bem e pode ter efeitos prejudiciais para o corpo. Excesso de chuveiro destrói a camada mais externa da pele, formada de células mortas, que dão proteção para as camadas saudáveis, localizadas mais abaixo, e de lipídios, que ajudam a manter a pele úmida.Água sempre morna. Banhos quentes demais afetam a camada lipídica, fazendo com que a pele fique ressecada. Usar bucha ou esponja também acelera a destruição da camada lipídica que protege a pele. Essa camada pode desaparecer à medida que você submete a pele às buchas, fazendo com que ela fique seca e irritada. E quanto mais banhos você toma, menos tempo a pele tem de refazer a sua proteção natural de óleo.

A capa de lipídios que se encarrega  de proteger a pele tem pH ligeiramente ácido, em torno de 5,5, para impedir a passagem de micro-organismos. Use sabonetes com pH próximo ao da pele e que não exceda 6,5.

Outro problema relacionado ao excesso de banhos é a toalha. O ideal é deixar o corpo secar sozinho, mas, como ninguém tem tempo para isso, use uma toalha macia e não esfregue o corpo. Apenas dê alguns “tapinhas” para se enxugar. Se você toma banho mais de uma vez por dia, use sabonete apenas em um deles. Nos demais, apenas se enxágue com água. E use um hidrante assim que sair do chuveiro, ainda com a pele meio úmida.

Fonte: http://sportlife.terra.com.br/

Valentina Gullini

Dietas hiperglicídicas: efeitos da substituição isoenergética de gordura por carboidratos sobre o metabolismo de lipídios.

Há vários anos, vem sendo recomendada à população em geral a diminuição da gordura dietética, a fim de se prevenir doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes mellitus tipo 2, dentre outras doenças crônicas. A conseqüência desta recomendação tem sido a substituição de gorduras por carboidratos, resultando na adoção de dietas hiperglicídicas. Porém, ainda é muito discutido se dietas hiperglicídicas devem ser recomendadas à população geral. Pesquisas apontam controvérsias a respeito da associação entre este tipo de dieta e efeitos deletérios sobre a saúde e aspectos metabólicos, tais como aumento da lipogênese de novo, aumento da trigliceridemia, diminuição das concentrações de HDL e efeitos sobre a adiposidade.Deve-se, também, considerar sua interação com a atividade física, uma vez que ainda não se sabe com que extensão ela pode minimizar possíveis efeitos deletérios de dietas hiperglicídicas em longo prazo.


Autor:Polacow, Viviane O; Lancha Junior, Antonio H.

Valentina Gullini

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Tipos de gorduras!



Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=O6DnsM8JbMU

Priscilla Vasconcelos

Extrato de Chá Verde e Oxidação Lipídica


Extrato de Chá Verde e Oxidação Lipídica
Saúde & Qualidade de Vida - Curiosidades
Um recente estudo realizado pela Sociedade Americana de Nutrição avalia os efeitos do extrato do chá verde sobre a oxidação das gorduras
Há duas décadas, tem-se buscado estratégias de intervenção para aumentar as taxas de oxidação da gordura principalmente durante o exercício de resistência, pois esta oxidação vai reduzir o uso do glicogênio muscular, retardando assim, o aparecimento da fadiga e aumentando o desempenho no exercício.
Uma série de estudos tem observado o efeito positivo do extrato do chá verde no metabolismo da gordura em repouso e no exercício.
O chá verde é produzido a partir da planta Camellia sinensis que é rica em polifenóis e cafeína. O chá é fabricado através da fermentação plena das folhas, portanto preserva uma grande quantidade do teor de polifenóis que vão promover uma alteração no metabolismo da gordura tanto no repouso como durante o exercício.
Estas alterações incluem a regulação positiva da expressão enzimática de genes do metabolismo de gordura no músculo esquelético e da regulação negativa dos genes adipogênicos no fígado. No entanto, sem provas a partir de estudos com humanos, este mecanismo continua a ser bastante especulado.
Dulloo et al.(1999) um dos pioneiros na investigação do extrato do chá verde observaram um aumento significativo na oxidação da gordura em um curto prazo após a ingestão. Esta oxidação alcançou um valor de 20% a mais quando comparada com a cafeína.
Auvichayapat et al.(2008) observaram os efeitos do extrato do chá a longo prazo e concluiram que homens e mulheres que tomaram o chá durante doze semanas, tiveram seu metabolismo energético aumentado, potencializando assim a oxidação da gordura.
Resultados muito promissores foram encontrados por Maki et al.(2009) onde a ingestão do chá foi associada ao exercício físico. Os pesquisadores relataram que adultos com sobrepeso obtiveram redução na área de gordura abdominal, seguindo um programa de treino e ingestão diária de chá por doze semanas.
Embora muitas evidências sejam relatadas, certamente estudos futuros são necessários para elucidar os efeitos do extrato do chá verde sobre o metabolismo da gordura e seus mecanismos subjacentes. Contudo sabe-se que uma alimentação equilibrada e exercícios físicos são indispensáveis a quem procura bons resultados.
Artigo: The Effectt of Green Tea Extract on the Fat Oxidation at Rest and During Exercise : Evidence off Eficacy and Proposed Machanisms.
Autor: Adrian B. Hodgson et al.
Jornal: Advances in Nutrition na International Review Journal
Ano: 2013

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Lipídios contra o câncer

UFF descobre lipídio extraído de óleos de frutas e vegetais como alternativa no combate ao câncer






Pesquisadores da UFF (Universidade Federal Fluminense) descobriram que o álcool perílico, lipídio que pode ser extraído de óleos essenciais de frutas cítricas e vegetais, pode ser uma nova alternativa no tratamento de pacientes com câncer.
Em sua dissertação de mestrado, o neurocirurgião Clóvis Orlando Fonseca, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, comprova a ação "in vitro" da substância em células de tumor no cérebro. De acordo com seu estudo, o álcool perílico inibe a proliferação destas células em um processo chamado apoptose, tipo de morte celular que não causa a morte dos tecidos. Sendo assim, as células cancerosas perdem a capacidade de se multiplicar, enquanto pelo processo de necrose há a liberação de radicais livres que estimulam o crescimento de novas células cancerosas.
Os pesquisadores realizaram ainda um outro teste em que as células tumorais foram tratadas com álcool perílico e colocadas em um ovo com um embrião para analisar a probabilidade de metástase. O resultado obtido mostrou que as células tumorais perderam sua capacidade de migrar, o que significa que o tumor tratado com o álcool perílico não se alojou em outros pontos. ? importante destacar que, hoje, o tratamento convencional na luta contra o câncer envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia, procedimentos que também atingem as células saudáveis.
O tratamento com o álcool perílico foi utilizado em pacientes do ambulatório de neurooncologia da UFF que possuem tumor cerebral de classe "reicidiva", ou seja, pacientes que já haviam passado por todos os tratamentos convencionais, inclusive intervenção cirúrgica, mas ainda assim voltaram a apresentar manifestações da doença. Um dos casos mais interessantes é o de uma paciente com câncer de mama em tratamento com o álcool perílico. No início, ela apresentava múltiplas metástases, mas dois anos recebendo a administração da substância, a doença se encontra em completa remissão.

Como a proposta da utilização do álcool perílico tem como estratégia agir no tumor de forma não-invasiva, os pesquisadores decidiram adotar a inalação como método de administração da substância, pois, quando inalada, age diretamente no sistema nervoso central e também no tecido pulmonar.

fonte :http://noticias.universia.com.br/vida-universitaria/noticia/2005/05/13/482639/lipidios-contra-cncer.html

Márcia Kühn

Abacate, uma fruta completa                   








 Há anos a ciência se dedica a aprofundar o conhecimento sobre o metabolismo dos lipídios no organismo, bem como a composição das variedades de gorduras proveniente de grãos e frutos, além daquelas originadas de animais. Dietas ricas em lipídios de diversas origens (peixe, oliva, girassol, milho, soja, canola, etc) têm sido bastante estudadas. Os resultados das pesquisas apontam para uma influência positiva de alguns tipos de gorduras sob as taxas das lipoproteínas sangüíneas, resultando em proteção do organismo a diversas doenças. O abacate é um fruto originado do continente americano, o abacate é notadamente rico em gordura sendo fonte de ácido oleico e de calorias. Até pouco tempo atrás, seu consumo era vetado para portadores de obesidade, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias, doenças cardiovasculares e outras patologias que estão associadas ao acúmulo de gordura no organismo, devido à inter-relação entre a alimentação e a origem destas doenças. O abacate pode ser encontrado na América Latina e outras regiões subtropicais e tropicais do mundo, sendo que o Brasil ocupa hoje o quarto lugar como produtor deste fruto, antecedido apenas pelo México, Estados Unidos e República Dominicana. Aproximadamente 70% do peso do abacate se refere à polpa do fruto. A composição centesimal média do abacate encontra-se descrito no Fica, evidente que o abacate é fonte de muitos nutrientes, destacando-se as fibras e os lipídeos, além de contribuir com calorias. Mesmo sem poder ser considerado como fonte protéica, o abacate contém quantidades muito superiores às demais frutas neste quesito. Na composição lipídica, a quantidade de ácido oleico se destaca no abacate.

 Esteróis, alcoóis, tocoferóis e carotenos também se fazem presente. Cabe enfatizar que, tanto a variedade como o clima de cultivo podem interferir no teor dos nutrientes do fruto. Dada a relevância do consumo de abacate em dietas de determinados países, incluindo o Brasil, estudos foram feitos, especialmente no México, relatando o papel protetor que os componentes do abacate possuem tanto na prevenção como no tratamento de cardiopatias. Em 1992 foi publicada a primeira evidência científica sobre a eficácia do abacate como fonte de ácidos graxos monoinsaturados em pessoas saudáveis, reduzindo o colesterol total, o colesterol de baixa densidade (LDL) e os triacilgliceróis . Em 1997, foi constatado em pacientes com hipercolesterolemia que, além do consumo do fruto induzir redução nas taxas de colesterol total, LDL e TAG, ele favorece o aumento desejável nos níveis do colesterol de alta densidade (HDL.Os resultados do consumo de dietas compostas por abacate aparecem logo. Após o período de uma semana já ocorre alterações sensíveis nos indicadores lipídicos do sangue. Além disso, já foi identificado que o consumo do abacate influencia também na glicemia. Após quatro semanas consumindo dieta contendo abacate, mulheres diabéticas insulino dependentes, compensadas e sem complicações graves decorrentes da patologia, tiveram redução tanto no colesterol sérico total como na glicemia. O consumo de abacate auxilia no tratamento de doenças crônicas, especialmente nas cardiopatias, diabetes e dislipidemias. Sua composição é nutricionalmente interessante dada as quantidades significativas de ácido oleico, vitamina C, fibras, esteróis e mesmo calorias. Estudos comprovando os benefícios do consumo do fruto a longo prazo ainda são requeridos no sentido de reforçar seu papel terapêutico aqui descrito".Cabe, finalmente, destacar que a introdução regular de abacate na alimentação deve ser feita sob acompanhamento nutricional, dada a elevada densidade calórica do fruto. Caso contrário, indesejáveis quilos podem surgir e, de certa forma dependendo do caso, comprometer a saúde.O abacateiro, pertencente à família Lauraceae, é uma espécie frutífera de porte arbóreo, perene. Devido à sua origem adapta-se muito bem ao clima subtropical, principalmente os cultivares e híbridos das raças mexicana e guatemalense.
http://www.eduardogalletto.com.br/vernoticia.asp?a=vernoticia&n=698

Márcia Kühn